UNTUNED // num outro compasso

<em>entre parênteses_</em> <strong>Termina uma manhã</strong>

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Morre o saxofonista Bud Shank, um dos primeiros estrangeiros – antes mesmo de Stan Getz – a dialogar com a Bossa Nova


Escutava, na última segunda-feira, Uma tarde com Bud Shank e João Donato. Comprei este CD algum tempo atrás, sem nada saber dele. Pois gostei, e muito, do piano ritmado do brasileiro com o saxofone muito marcado do americano. Nessa mesma segunda, pela tarde, deparei-me com a notícia no jornal: Bud Shank morreu aos 82 anos, no último dia 2 de abril.

Não pretendo escrever uma biografia, muito menos fazer uma homenagem ao saxofonista que se foi. Gostaria apenas de deixar um vídeo aqui que soou especial para mim. Talvez o seja para mais alguém.

Nele, Bud Shank toca Manhã de Carnaval, música que muito me intriga e sempre surpreende. Cantei-a, quando era pequena, em um coral, sem imaginar que ela havia passado pela voz/instrumento dos grandes do jazz e chegado até mesmo a Joan Baez (quem sabe até o Bob Dylan tenha cantarolado a canção de Luiz Bonfá e Antonio Maria algum dia). E agora encontro novamente, ainda mais expressiva, bela e triste, no sax de Bud Shank.

Antes disso, uma curta entrevista com Donato e o saxofonista, que tocaram juntos em 2006 em um show memorável no Rio de Janeiro. Com toda sua simpatia, o pianista brasileiro, com muita sinceridade, pouco diz (enquanto o americano apenas concorda com “yeahs”).  Afinal, por que complicar o que é tão simples?

 

Manhã de Carnaval
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